Nos dias 17 e 18 de março, a Pluggy participou da 8ª edição do ERP Summit, o principal evento da América Latina dedicado ao ecossistema de softwares de gestão empresarial. O encontro reuniu líderes de tecnologia, fintechs, desenvolvedores e empresas que constroem a infraestrutura que sustenta a gestão financeira das empresas.
Durante o evento, tivemos a oportunidade de conversar com parceiros, clientes e desenvolvedores sobre um tema que vem redefinindo o mercado: o papel crescente dos ERPs na experiência financeira das empresas.
Um dos destaques da programação foi a palestra apresentada por Bruno Loiola, que trouxe uma reflexão importante sobre como Open Finance, interoperabilidade e APIs financeiras estão transformando a relação entre empresas, bancos e softwares de gestão.
Historicamente, o sistema financeiro foi estruturado em torno dos bancos. Quem controlava a conta bancária controlava também a experiência financeira do cliente (pagamentos, crédito, extratos e serviços financeiros).
Esse modelo criou o que chamamos de principalidade bancária: ganhar a conta significava controlar toda a jornada financeira.
No entanto, a transformação digital dos últimos anos começou a mudar essa lógica. Com Open Finance, APIs e infraestrutura financeira moderna, tornou-se possível acessar dados bancários e executar operações financeiras diretamente dentro de outras plataformas.
E é nesse contexto que o ERP ganha protagonismo. Hoje, o software de gestão é onde a empresa emite faturas, acompanha fluxo de caixa, controla vendas, gerencia pagamentos e saúde financeira do negócio.
Ou seja: é onde o contexto financeiro realmente existe.
Durante a apresentação no ERP Summit, Bruno destacou uma mudança estrutural que está acontecendo no mercado financeiro.
Segundo ele:
“O poder no sistema financeiro está migrando de quem tem a conta para quem controla a experiência.”
E essa mudança tem implicações profundas para o futuro do mercado.
Quando dados financeiros, pagamentos e produtos deixam de estar presos a uma única instituição, o que passa a importar não é mais quem possui a conta bancária, e sim quem oferece a melhor experiência financeira para o usuário.
E essa experiência acontece cada vez mais dentro dos softwares de gestão.
Como Bruno reforçou durante a palestra:
“O poder no sistema financeiro está migrando de quem tem a conta para quem controla a experiência. E quem controla essa experiência é o ERP.”
Interoperabilidade significa permitir que diferentes sistemas financeiros (bancos, fintechs, provedores de pagamento e softwares de gestão) consigam se comunicar de forma padronizada e confiável.
Com essa infraestrutura, o ERP deixa de depender de um único banco ou provedor financeiro e passa a orquestrar diferentes serviços dentro da própria experiência do software.
Isso abre novas possibilidades para empresas que constroem softwares de gestão como: integração com múltiplos bancos, conciliação automatizada e pagamentos embarcados.
Em outras palavras, o ERP deixa de ser apenas um sistema de registro e passa a ser um parceiro de negócio.
É justamente nesse ponto que a infraestrutura da Pluggy se torna essencial.
A Pluggy conecta softwares de gestão, fintechs e plataformas digitais aos dados financeiros dos usuários por meio de Open Finance e integrações bancárias padronizadas.
Com uma única integração, plataformas podem acessar:
🔵dados de contas bancárias
🔵extratos e transações
🔵cartões de crédito
🔵identidade financeira
🔵e outros recursos essenciais para automação financeira
Essa infraestrutura permite que os ERPs mantenham o controle da experiência enquanto se conectam com o sistema financeiro de forma segura e escalável.
Participar do ERP Summit é sempre uma oportunidade de acompanhar de perto a evolução do mercado de software de gestão no Brasil.
Este ano ficou ainda mais evidente que o futuro da gestão financeira das empresas passa pela integração entre ERPs e o sistema financeiro.
Mais do que nunca, os softwares de gestão estão se tornando o centro da experiência financeira das empresas. E essa transformação começa com um princípio simples: quem tem o contexto, tem o cliente.
Ou, como resumiu Bruno durante a palestra:
“O poder no sistema financeiro está migrando de quem tem a conta para quem controla a experiência.”
Postado por
Victor Braga