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Pix Automático transforme cobranças recorrentes em receita! Saiba mais

O risco invisível de depender de um único método de cobrança

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Existe uma discussão que parece eterna em recorrência: “qual método é melhor?”

Só que essa pergunta quase sempre nasce do lugar errado, porque cobrança recorrente não é uma decisão técnica ou financeira isolada — é uma decisão de rotina, comportamento e acesso do usuário. O melhor método é aquele que encaixa no dia a dia do cliente e, quando não encaixa, o que salva sua receita não é insistência: é ter um plano B.

Isso não é só intuição. A Stripe publicou um experimento e observou que oferecer métodos adicionais no checkout pode aumentar a conversão em 7,4% e a receita em 12%, quando se adiciona pelo menos um método relevante além do cartão de crédito.

Além disso, 65 milhões de brasileiros não possuem cartão de crédito, e muitos que possuem não querem ou podem comprometer o limite com pagamentos periódicos.

A leitura aqui é simples: “mais meios” não é perfumaria — é um jeito prático de reduzir fricção e aumentar a chance de o pagamento acontecer sem drama. E isso vale ainda mais em cobranças recorrentes, onde o custo de uma falha é alto, porque costuma virar “churn involuntário” (o cliente nem queria sair, ele só não conseguiu pagar do jeito dele).

A tese, então, não é “eleger o campeão”. É aceitar que cada método tem benefícios e malefícios em UX, fricção, custos e previsibilidade, e que empresas que dependem de um único trilho estão apostando que todos os clientes têm o mesmo comportamento (o que raramente é verdade).

Os métodos de cobrança convencionais

🔵 Cartão de crédito: o cartão é excelente quando o cliente “esquece que paga” — mas é justamente esse o risco. No mês em que ele vira variável de contexto (limite, troca, bloqueio, antifraude), a cobrança falha por motivos que não têm nada a ver com o produto. Além disso, cartão não é universal: no Brasil, milhões de pessoas movimentam bilhões via Pix, mas não possuem limite de crédito disponível para assinaturas anuais. A vida do usuário muda, e hábitos pesam muito no uso do cartão.

🔵 Pix manual: o Pix manual liquida em segundos e custa uma fração das taxas de cartão, mas pede uma coisa rara em recorrência: lembrança + ação a cada ciclo. Não é “problema do Pix”; é o peso da repetição. O que derruba esse trilho geralmente não é tecnologia — é rotina. Ele funciona muito bem como método preferido de quem quer controle, mas tende a exigir um bom desenho de jornada e comunicação para não virar um “ritual mensal”.

🔵 Boleto: é o método da previsibilidade cultural — todo mundo entende, muita gente confia, e ele inclui perfis que não querem (ou não podem) usar crédito. O lado invisível é operacional e punitivo: multa para o usuário que esqueceu de pagar, equipe financeira perde tempo conferindo arquivos de retorno (CNAB), envios de e-mail de cobrança, sem contar os custo do esquecimento de emitir segunda via. Ele é ótimo como trilho de acessibilidade, mas caro como trilho único se a operação depende de processo manual. Boleto pune o usuário com uma experiência ruim.

🔵 Pix Automático: aqui entra uma vantagem pouco discutida: ele separa recorrência de “limite de crédito” e aproxima recorrência da “rotina de conta”. Em geral, reduz esquecimento porque o usuário autoriza uma vez e não precisa repetir a ação todo mês — além de não depender de limite (ou de ter cartão). Bem desenhado, é um dos melhores trilhos para reduzir fricção sem empurrar todo mundo para cartão.

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Diversidade é personalização que não envolve complexidade

Até pouco tempo atrás, diversificar métodos custava caro, pois vinha junto com um pacote invisível: cada banco e cada meio com um dialeto diferente. Exemplo: para aceitar Pix do Santander e Boleto do Bradesco, seu desenvolvedor precisava criar dois fluxos de integração e seu financeiro precisava abrir dois portais bancários diferentes para conferir as baixas.

Na prática, isso vira custo de dev e de operação: manutenção eterna e decisões financeiras tomadas com informação atrasada.

Hoje, ferramentas como a API da Pluggy atuam como um tradutor universal:

🔹 Os dados chegam padronizados: não importa se o cliente pagou via Pix no Nubank ou via boleto no BB, você recebe a confirmação no mesmo formato JSON dentro do seu sistema

🔹 Os eventos avisam na hora: você não espera o dia seguinte para saber quem pagou; o webhook avisa seu sistema no instante da transação

🔹 A automação reduz o trabalho manual: a conciliação deixa de ser uma planilha de Excel e vira uma linha de código que dá baixa automática no seu ERP.

No fim, a operação madura de recorrência não escolhe “o melhor método do mundo”; ela combina métodos que atendem rotinas diferentes e mantém um plano B simples para quando o plano A falha. É assim que você reduz fricção, diminui churn involuntário e transforma cobrança em parte da experiência do produto — e não em um gargalo silencioso.

Postado por

Victor Braga