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Casos de usoOpen Finance

Como o Open Finance apoia contadores

O extrato do cliente deixa de ser pedido e passa a chegar sozinho. O que muda no fechamento do mês, quem autoriza o quê e o que o Open Finance não resolve.

JuliaFev 2024

Open Finance muda uma coisa específica na rotina de um escritório contábil: o extrato do cliente deixa de ser algo que você pede e passa a ser algo que chega. O cliente autoriza uma vez, dentro do app do próprio banco, e os dados passam a fluir para o sistema que o escritório já usa.

Esse artigo explica o que muda na prática, o que exatamente trafega, quem autoriza o quê e o que ainda depende de você.

O que muda no fechamento do mês

Sem Open FinanceCom Open Finance
Você pede o extrato ao cliente por e-mail ou WhatsAppO cliente autoriza uma vez no app do banco
Cliente baixa OFX, PDF ou printa a telaOs dados chegam sozinhos, todo dia
Cada banco entrega em um formatoTodas as instituições chegam no mesmo schema
Alguém digita ou importa arquivoNada é digitado
Erro de digitação e lançamento faltandoO dado vem da fonte, sem passo manual no meio
Você descobre o problema no fechamentoVocê vê a movimentação no dia em que aconteceu

Quem faz o quê

Esse ponto costuma gerar confusão, então vale explicitar.

O cliente do escritório autoriza o compartilhamento. A autorização acontece no ambiente do banco dele, com prazo de validade e direito de revogar a qualquer momento. Ele não entrega senha para o escritório.

O software contábil ou o ERP faz a integração com a API. É o fornecedor do sistema que implementa, uma vez, e passa a oferecer o recurso para toda a base de escritórios.

O escritório consome o resultado dentro do sistema que já usa. Não precisa de time técnico, não precisa de licença do Banco Central e não integra API nenhuma.

Se você é o escritório, o caminho é perguntar ao fornecedor do seu sistema se ele já tem Open Finance. Se você desenvolve o sistema, o recorte está em Open Finance para softwares contábeis.

O que exatamente chega

O escopo do Open Finance é definido por norma do Banco Central e cobre, entre outros:

  • saldo e extrato de conta corrente e poupança;
  • transações de cartão de crédito, incluindo faturas e parcelamentos;
  • operações de crédito contratadas;
  • posições de investimento;
  • dados cadastrais do titular;
  • detalhe das movimentações, incluindo Pix, TED e débitos, com pagador, recebedor e descrição.

Tudo isso chega no mesmo formato JSON, independente da instituição, somando 220 instituições financeiras brasileiras.

Categorização: o passo que economiza mais tempo

Receber o extrato bruto resolve metade do problema. A outra metade é classificar.

A camada de enriquecimento identifica o estabelecimento por trás da transação, classifica a natureza do lançamento, detecta recorrência e reconhece transferências entre contas do mesmo titular, que são justamente as que mais poluem uma conciliação feita na mão.

Na prática isso significa que a transação chega já classificada, e o trabalho do escritório passa de digitar para revisar exceção.

E do lado de pagamentos

Além de ler dados, o Open Finance prevê a iniciação de transação de pagamento. A Pluggy é autorizada pelo Banco Central como Iniciadora de Transação de Pagamento, então cobranças e pagamentos via Pix podem acontecer dentro da mesma integração, sem o usuário sair para o app do banco.

Isso fecha o ciclo: o sistema vê a movimentação e também consegue iniciá-la.

O que Open Finance não resolve

Para ser honesto sobre o limite: o escopo é definido em norma, e dado que está fora dela não trafega por ali. É por isso que a maioria das integrações no Brasil combina Open Finance com conectores de acesso direto, que cobrem instituições e informações fora do escopo regulado.

Também não resolve processo: se o escritório não tem rotina de revisão, receber dado melhor só antecipa a descoberta do problema.

Perguntas frequentes

O escritório precisa de autorização do Banco Central?

Não. Quem precisa ser autorizado é a instituição que recebe os dados. O escritório consome o resultado dentro do software que usa.

O cliente precisa entregar senha do banco?

No caminho regulado do Open Finance, não. A autorização acontece dentro do app ou site do próprio banco, por redirecionamento.

Por quanto tempo vale a autorização?

O consentimento tem prazo de validade compatível com a finalidade declarada, conforme a Resolução Conjunta nº 7, de 26 de outubro de 2023, e pode ser revogado pelo cliente a qualquer momento. Na prática, renovação de consentimento faz parte da rotina.

Meu sistema contábil atual suporta isso?

Depende do fornecedor. Vale perguntar diretamente a ele. Vários sistemas contábeis e ERPs brasileiros já oferecem o recurso.

Isso substitui o OFX?

Para as instituições cobertas, sim. O OFX continua existindo como plano B para o que ainda não está coberto, mas deixa de ser o caminho padrão.

Por onde começar

Se você desenvolve software contábil ou ERP, pode testar no sandbox gratuito, sem cartão de crédito, e a documentação técnica está em docs.pluggy.ai.

Se você toca um escritório e quer entender o recorte do seu lado, a página de Open Finance para contadores e escritórios mostra como isso aparece no seu dia a dia, ou fale com o time.

Última atualização: 17 de setembro de 2026.

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